O Edifício Protetora, em Porto Alegre, será reformado para abrigar 100 unidades habitacionais destinando-se a famílias de baixa renda, através do programa Minha Casa, Minha Vida.
História do Edifício Protetora
O Edifício Protetora, situado na esquina da Praça Rui Barbosa com a Avenida Júlio de Castilhos em Porto Alegre, foi originalmente construído na década de 1950 com o intuito de ser uma ocupação residencial. Contudo, em 1968, o imóvel foi desapropriado pela União para abrigar a Justiça Federal. Posteriormente, em 1997, o Ministério Público Federal (MPF) passou a ocupar o local até sua mudança em agosto de 2019, quando o órgão foi transferido para um novo prédio no bairro Praia de Belas. Desde então, o edifício ficou ocioso no inventário da União.
O prédio, que já conta com uma área construída de quase 10 mil m², foi considerado para diversos usos, incluindo a proposta de abrigar a Defensoria Pública da União e a Procuradoria Regional da União. Porém, após a negativa desses órgãos, o imóvel foi indicado para o Programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, com o intuito de promover a moradia popular para famílias de baixa renda.
Detalhes sobre a Cooperativa Utopia e Luta
A Cooperativa de Trabalho Mista Solidária Utopia e Luta (Coopsul) foi escolhida para realizar o projeto de habitação no Edifício Protetora, com a seleção do empreendimento proposta já ocorrida em 17 de junho de 2026. O contrato de Concessão de Direito Real de Uso Gratuita foi publicado no Diário Oficial da União em agosto do mesmo ano. A cooperativa já gerencia projetos de habitação popular em diversos locais, como em Gravataí e Sant’Ana do Livramento.
Desde 2023, cerca de 50 famílias já habitam o Edifício Protetora como parte de uma ocupação urbana vinculada à União Nacional Por Moradia Popular. A ampliação do projeto tornará o edifício parte do acervo habitacional da Coopsul, que já conta com experiência em integrar habitação popular em centros urbanos. Isso é considerado essencial para a a melhoria da qualidade de vida das pessoas, especialmente as crianças, que têm acesso a uma gama de serviços.
A iniciativa de destinar o Edifício Protetora à moradia popular é vista como uma continuidade de um esforço maior pelo direito à habitação no Brasil, um tema de relevância social que mobiliza a cooperativa e os beneficiários. A ideia é que a habitação não seja apenas um espaço, mas parte de um projeto de vida, que traz saúde e formação para os moradores.



